“O tantra não é apenas uma filosofia sexual, como muitos desinformados acreditam. O tantra é uma filosofia de vida, uma forma de ver e viver plenamente.
É consciência de toda a vida dentro de fora de nosso corpo, do todo que nos rodeia. É a descoberta da verdadeira essência da vida! Ser tântrica é ser livre, é ser intensa. É saber o verdadeiro valor da natureza como um todo. É saber chegar ao êxtase em tudo que somos. É existir por completo, e não pela metade. Assim sou tântrica! “ ( dricca oliveira )
UM POUCO MAIS SOBRE TANTRA
O Mestre DeRose define tantra como a arte de conhecer-se a si mesmo através do outro.
Tantrika, ou tantra como é hoje conhecido, é uma filosofia comportamental originária do período dravídico e pré-dravídico. De características matriarcais, sensoriais, desrepressoras e naturalistas. Surgiu há mais de 5.000 anos na Índia, nessa altura habitada pelo povo drávida, cuja sociedade e cultura eram matriarcais, sensoriais e desrepressoras. Este povo era considerado tântrico, dado possuir as três qualidades principais que caracterizam essa filosofia.
A maioria das sociedades primitivas não-guerreiras (cuja cultura não era centrada na guerra) tinham as características do tantra. Elas valorizavam a mulher chegando mesmo a divinizá-la, em parte, por dar vida a outros seres humanos e alimentá-los com o seu seio. Era considerado um milagre, que o homem não compreendia ou conseguia reproduzir. Por esse motivo era adorada como encarnação da própria divindade. Através das práticas tântricas, era a mulher que despertava o poder interno do homem por meio do sexo sacralizado. Ainda hoje ela continua a ser reverenciada dessa forma na linha tântrica (como uma Deusa).
Pelos motivos acima indicados e como consequência da sensorialidade, acentua-se a qualidade desrepressora do tantra. O impulso pelo prazer não é reprimido como ocorre noutras linhas comportamentais, pelo contrário, o tantra considera o prazer como uma via bastante válida na conquista do desenvolvimento interior.
No tantra não existe censura ou sentimento de culpa como é hábito frequente na cultura brahmácharya que dá valor principalmente à castidade. Por exemplo, no judaísmo, cristianismo e islamismo, o desenvolvimento interior só pode ser obtido pelo sofrimento e pelo controle dos impulsos, desejos e sentimentos. Ao contrário da cultura tântrica que demonstra que a evolução do ser humano acontece através da desrepressão e do prazer
Uma máxima tântrica diz: ‘quando caímos ao chão, levantamo-nos com o auxílio do chão’. Tal afirmação é dirigida especialmente aos opositores do tantra, os quais dizem que para atingir a espiritualidade deve-se negar o corpo. Para os tântricos, se a natureza nos dotou de instintos, emoções e sentidos, consequentemente, tudo o que tenha a ver com isso deve ser naturalmente utilizado e valorizado, pois é uma eficiente ferramenta de evolução. Nascemos com um corpo e com ele vivemos até morrer. Devemos cuidar dele, cultivar a saúde e bem-estar de forma a melhor podermos explorar os seus/nossos recursos e potencialidades. É através do nosso corpo que poderemos evoluir e compreender o universo. O Vishwasara Tantra refere um outro provérbio tântrico que diz: ‘O que está aqui está em toda a parte, o que não está aqui não está em parte nenhuma´
De acordo com Van Lysebeth[xvi], ‘cada estrela tem vida, no sentido literal do termo, portanto está habitada por uma forma de consciência, a mesma que existe em cada partícula infinitesimal nuclear. Esta vida universal, única, subdivide-se em inúmeros planos de existência e consciência. Para o tantra, enche até a vida interestelar… Impensável? Talvez… Mas a imensidão do universo é impensável! Inclusive para o astrônomo que faz malabarismos com centenas de milhares de anos-luz. Essas distâncias enormes são inimagináveis, e no entanto bem reais!’
“ Gostaria de dedicar esta postagem ao amigo e professor de yoga, Renilson Durães.”

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