Loading...

quarta-feira, 30 de março de 2011

O TEMPO NÃO PÁRA… NÃO, NAO PÁRA


Desde muito nova ouvia as pessoas, os mais velhos, dizerem: “ o tempo cura tudo! Com o tempo tudo passa!” ...e coisas do tipo. As vezes parecia algo lógico, sem tanta necessidade de ser repetido o tempo todo; outras vezes via como algo  sem tanta importância, afinal o tempo era apenas o tempo. Mas foi através dele, o tempo, que comecei a compreender melhor o todo em torno dele. 

O tempo me ensinou muito. Aprendi com ele que realmente muitas coisas passam, e que o momento é mais intenso que as lembranças. Aprendi que as lembranças, sejam boas ou ruins, são sempre bem vindas. Aprendi que só o tempo cura a dor de um coração ferido. Aprendi que tudo realmente passa.


Amar intensamente e viver a cada segundo como se fosse eterno, se entregar e abrir os braços para o mundo. Aproveitar toda oportunidade de viver aquele minuto que esta passando. Já dizia o poeta: “o tempo não para”.

Percebo o quanto o tempo fora meu  único aliado e amigo. Mesmo naquelas duras ocasiões que ele pareceu estar andando muito mais devagar que o normal. Quando a dor consumia meu peito. A aflição e amargura contida numa solidão sôfrega e isolada, ameaçava todo o restante de minha existência. Quando tive parte de minha vida roubada e me vi perdida. Quando percebi que tivera perdido realmente toda uma parte que não volta mais. 

O tempo amadureceu traumas e chagas; e por volta dos 18 anos  percebi que eu ainda poderia ser feliz e que o tempo tinha passado, e mesmo não apagando tantos fatos desastrosos e trágicos, tinha me feito compreender e a lidar comigo mesma. Amei, fui amada, me enganei, fui vítima de intrigas, chorei. Mas sempre tive consciência que eu era diferente. Por diversos motivos que, caros amigos, leitores e curiosos, irão descobrir. Encontrei nas lágrimas algo muito mais importante que a dor, encontrei a saída. Aprendi a chorar muito, ao invés de tentar me mostrar forte numa falsa indiferença. E através das lágrimas dizer adeus ao passado. O tempo me ensinou a ser criança. Àquela que eu perdi um dia.

Nos últimos anos voltei a ser telespectadora de minha vida. Sinto que deixei muito a desejar a mim mesma. E por milhares de vezes, novamente, deixei de acreditar em mim, e percebi me sabotando. Mas não quero que isso continue. Mesmo que eu tenha que recomeçar do zero em certos pontos e planos. O tempo urge calmamente, e cada momento, cada minuto, cada segundo desperdiçamos um instante único. Eu só preciso acreditar e sair por aquela porta que insisto em deixar fechada.

Então, quero me despedir desse tempo perdido. Não  posso recupera-lo, mas posso viver em dobro o presente. Meus inimigos ainda me rondam, meus rivais ocultos ainda me perseguem, meus traiçoeiros anônimos ainda vivem, mas ainda assim serão meus atos e feitos que realmente contarão. Me dê licença estes que agora por último citei, mas minha vida me chama, e eu preciso tentar, além de ouvi-la, compreende-la; Pois o tempo passa e cura, mas não volta atrás.

images (31)Com todo carinho, hoje dedico esta postagem ao meu amigo Ruber pela inspiração! Obrigada!
recuperando
 Dricca Oliveira

2 comentários:

  1. Oi, passei por aqui e achei mt legal seu blog, curti seu perfil. Obg por visitar o meu tbm.Vlw!

    ResponderExcluir
  2. Valeu Eduardo! Fico muito feliz com a visita e espero que aparece sempre! Deixe a url do seu que farei a visita, não consegui ver o seu perfil! luz e beijos

    ResponderExcluir

...o tempo urge, calmamente.....

Loading...

Marcadores